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Feira do Abacaxi é 10 em conquistas.

Um salto de qualidade foi realizado com marcas recordes durante a 10ª Feira do Abacaxi em Novo Remanso, impulsionado pela produção que já chega a 65 milhões de frutos por ano, fazendo circular 100 milhões de reais/ano, alimentando fartamente a economia local, na base popular, sem interferência do guarda chuva do Governo, fora da oferta dos mecanismos técnicos de apoio e orientação, para chegar aos 70 milhões ainda este ano e sair do registro de agricultura familiar para atração dos grandes investimentos, em escala elevada de produção para o fomento natural da agroindústria.

Criar um Polo Agroindustrial, com os incentivos da Zona Franca de Manaus, que bateu a porta do Novo Remanso, incluído nos 1.250 quilômetros que o modelo tem dentro de Itacoatiara é a fascinação que tomou conta dos 3 mil produtores ativos, em áreas delimitadas pela capacidade de cultivo, ao entender que o Polo será mesmo uma realidade, observado pelo Governo do Estado como a semente de uma nova matriz econômica, libertando a Zona Franca da industria de base em Manaus, concentradora da economia, mas dependente da importação de componentes e da competição de mercado com outros países.

O pulo do gato, como o prefeito Antonio Peixoto citou é montar no cavalo branco, chamado incentivos fiscais, descoberta que ele mesmo fez estudando o mapa de criação da Zona Franca e observando que, 51 anos depois, que Itacoatiara, nos seus 1.250 quilometros quadrados, estava neste mapa original.

No rastro do sucesso dos pioneiros visionários que plantaram os primeiros frutos, estão chegando, como atraídos pelo encanto de uma oportunidade real de vida com qualidade, novos agricultores, mudando com toda a bagagem e família para Novo Remanso e iniciando os procedimentos de identidade para serem os novos produtores deste fruto mágico.

Nem por acaso somente no dia 2, data das rodadas de negócios, palestras, informações e ação operacional dos organismos de responsabilidade coletiva, foram entregues 60 carteiras de Produtor Primário e o número de Cadastro Ambiental Rural – CAR – deste ano chegou a 365 emissões. A Carteira é o documento de identidade do produtor, dá acesso a descontos nas compras de equipamentos e insumos e o CAR é o passaporte para o crédito, fartamente oferecido, com ou sem garantis, no caso da Feira de Novo Remanso, pela AFEAM, com equipe técnica atuando nos 3 dias em conjunto com os servidores do Escritório Local do IDAM.

Os números foram superlativos, pois além da liberação de mais de 200 mil no primeiro dia, a fila para cadastramento, entrega de documentos e avaliação de cotas do crédito cresceram nos stands montados na Feira e depois dentro do Escritório do IDAM, que é uma espécie de central de atendimento integrado entre o candidato aos mecanismos técnicos e financeiros e os organismos competentes para liberação, partindo do principio que é no IDAM, com seus agentes de campo, que são cadastrados os agricultores, conferidas as informações e emitidos os documentos básicos.

Um dos exemplos foi a liberação, para 5 pescadores de valores de até 15 mil para a aquisição de barcos de pesca, nem por acaso fabricados na própria comunidade. A pesca é uma alternativa forte e complementar não apenas para abastecer os 12 mil moradores, mas com exportação do excedente para Manaus, assim como a pecuária, com 30 mil cabeças, com criação integrada de rodízio de pasto e produção de abacaxi, sistema que deu certo e abre os horizontes de afirmação definitiva de transformar Novo Remanso numa unidade exemplo de produção primária com a fruticultura, pesca pecuária e, coroando o processo, o Polo de Agroindústria alimentando a economia com geração de emprego e renda e desenvolvimento humano sustentável.

Banhado pelo Rio Amazonas, com apenas 7 horas de barco para Manaus, contando com a rodovia AM-010 Novo Remanso começa a encantar investimentos, que planejam com a contabilidade da receita e despesa despejando lucros e a afirmação mais forte é a construção de um complexo portuário privado, com portos exclusivo para combustíveis, grãos e material diverso, maior sinal de que a transformação do incipiente plantio de abacaxi é uma realidade econômica palpável, sempre amparado e impulsionado por este fruto.

A pedido do prefeito Antonio Peixoto, depois de reuniões com técnicos da Suframa, já está sendo feito o estudo de criação do Polo Agroindustrial, assim como a própria Prefeitura já determinou a analise de um plano de desenvolvimento local integrado – PDLI- destinando áreas institucionais para serviços públicos e privados coletivos como escolas, hospitais, Unidades Básicas, quadras de esporte, além da delimitação das áreas comerciais, institucionais e de serviços, e um plano de mobilidade urbana, prevendo o transito de veículos de elevada tonelagem e o tráfego de do cotidiano como carros de passeio, motos e bicicletas.

A realização da 10ª Feira do Abacaxi, que mesclou os horizontes de desenvolvimento econômico, com uma vasta programação cultural e de entretenimento, voltada para uma população dedicada 365 dias ao trabalho campo, foi a alavanca deste grande salto, um salto de qualidade, ensinado para o Amazonas, 51 anos depois, que há algo viável racional, produtivo e amazônico, na pureza dos seus encantos e de seus insumos naturais, do que a eterna briga no chão de fábrica das industrias do Polo Industrial de Manaus, com os competidores internacionais, sem uma alternativa, além de pedir, de tempos em tempos, mais alguns anos de sobrevida.

A agricultura, com a fruticultura transformada em produtos com a marca Amazonas é esta matriz tão procurada e tão perto, construída com sonhos mas também com muito trabalho de poucos e hoje uma realidade que a 10ª Feira mostrou com a clareza dos números e da grande transformação.